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O FESTIVAL DO GAWAI DAYAK EM SARAWAK E SABAH BORNÉU - Post 2


Dia seguinte, lá pelas 4 da manhã, partimos em direção a Batang Ai. São cinco horas em estrada com duas paradas. Em uma delas, adquirimos canetas, lápis, papéis, blocos de desenho, esparadrapo, presilhas de cabelo, bolos e outros itens para serem entreguem ao chefe da aldeia.

Rumamos para o píer onde uma típica embarcação nos aguardava para ganharmos os contornos do rio Batang Aí, navegamos permeando a exuberante vegetação e as várias comunidades ribeirinhas. Ora o rio se alarga, ora se estreita, vencendo os muitos troncos caídos sobre seu percurso. A água clara e a brisa fazem do percurso um trajeto inebriante.

Chegando à aldeia, nosso guia se identifica, e o grupo segue rumo ao ruai (espaço comunitário) à frente da bilik do chefe da comunidade. Entramos respeitosamente na cena que apenas começava. Alguns estrangeiros, crianças loiras de olhos azuis estiradas na esteira diante de uma fresta de luz. Não demorou muito para que todas as atividades pertinentes à visitação se iniciassem: a apresentação de danças rituais é seguida por um brinde que gentilmente ofertamos ao dançarino, como uma demonstração de apreciação ao seu desempenho individual. Brindamos juntos e bebemos novamente o Tarak. Já rugiam tambores de ferro, acendiam-se incensos e as oferendas chegavam. Os instrumentos musicais, sobretudo os "gendang" (tambores) nas suas muitas variações, marcavam fortemente a sua influência rítmica. Finalmente, bailarinas entraram em cena com as típicas indumentárias, completando o espetáculo. Neste momento, somos convidados a fazer parte da festa. Inebriados pelo teor alcoólico do vinho e embalados pela marcação dos tambores, entramos literalmente na dança. Ao fim da tarde, voltamos a barca e, como despedida, tomamos um banho de rio.

O saldo do festival nos pareceu bastante positivo. As diferenças se contemplavam. Afinal, um dos maiores desafios do novo século é como incluir as minorias no todo, num mundo que se pretende globalizado. Ou seja, sem exclusão.

A parte da Malásia peninsular, este elo contemporâneo, esta maciça presença islâmica (sim, na península malaia o islamismo é sutil e está em toda parte, com o seu belíssimo refinamento e bom gosto). os 5 pilares do Islão estão nos mais imperceptíveis e delicados momentos da construção das novas e fabulosas edificações. Sobretudo nas suas formas simbólicas adornado os céus dos arranha-céus. Vê - se melhor de helicóptero. A cantinela das mesquitas, abertas á visitação em determinados horários para todos os que não professam a fé do Islão.

A PENINSULA domesticou inclusive o caos tropical a tal ponto que mesmo a natureza típica dos trópicos sempre em efervescência parece ter se transformado em Jardins, e a umidade e a temperatura exterior ter sido regulada a base de termostato. Não faz calor! Um milagre Malaio. Uma população aberta ao encontro, ao pluralismo. Tudo de bom para deleite dos viajantes.

A maioria das fotos aqui reproduzidas são da autoria de Márcia Tavares.

Márcia Tavares e eu viajamos juntas para cobrir a Malásia e o Bornéu. A Reportagem dessa cobertura foi a capa de aniversário da Revista Quem... .. Eu nunca mais tive a sua companhia e nem tão pouco tive uma cobertura jornalística tão divertida.

Ficha Técnica


Hotelaria em Batang Ai - The Hilton Longhouse resort foi a hotelaria que utilizei as 2 vezes em que estive na região. E, recomendo ainda que nos últimos anos ele tenha comprometido a qualidade em vista da falta de manutenção. Mesmo assim, mantem a inspiração em sua construção no traditional modelo das casas “Longhouses” e a tranquilidade. Há quem pernoite 01 noite o que retira do local a magia de desfrutar o que o rio Batang Ai, as comunidades e a tranquilidade podem nos dar.

Minha sugestão é de se entrar por Kuching e pernacer por lá 2 noites. Seguir em veiculo para o Lago Batang Ai ( 2 noites). Seguir viagem para Kota Kinabalu ( 3 noites) e de la para Mabul Island ( 3 noites).

O que levar para o Lago Batang Ai

• camisa de algodão de manga comprida para trekking na selva

• sapatos fechados para caminhadas na selva

• traje de banho (você não pode nadar no lago em si, mas a piscina é maravilhosa)

• chapéu e protetor solar

• traje de banho (você não pode nadar no lago em si, mas a piscina é maravilhosa)

• chapéu e protetor solar

• roupas casuais para uso diário (além de um vestido mais formal, se você quiser se arrumar para o jantar)


Márcia Sztajn

Quem Leva: Sztajn2go

Para ir mais longe: marcia@sztajn2go. com.br

Tel: +(5511) 96936-1234

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